Doce amiga,
nutria por você
afeição antiga.
Éramos cúmplices,
perfeita liga.
Brigas, poucas,
a gente esquecia.
Seguimos adiante,
Vencíamos esquinas.
Entre nós
tudo se dividia,
dia e noite,
noite e dia.
Mas o mundo
(que tudo
contamina)
te iludiu,
minha menina.
Semeando intriga,
você se fartou
do que podia
e do que não
podia.
De discreta
companhia
passou a atrevida
inimiga.
Camisa de força,
que me continha.
Minha tristeza
foi sua alegria.
Por isso, é preciso
que te diga:
vá para outra
freguesia.
Quero divórcio!
Me dê alforria,
Minha cara e inglória
barriga.