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sexta-feira, junho 03, 2011

Para que a gente trabalha mesmo?

- Pai, brinca comigo?
- Agora não posso, filhinha.
- Por que não pode, paizinho?
- Tenho de trabalhar, filha. Para ganhar dinheirinho.
- Para que serve o dinheirinho, paizinho?
- Para comprar coisas para você, para mamãe, para a nossa casa...
- Que coisas, pai?
- Ah, filhinha, coisas como brinquedos, para você brincar...
- Mas pai, eu quero brincar é com você!

sábado, dezembro 18, 2010

Diálogo entre pai e filho

Flagrei o diálogo abaixo no banheiro masculino de uma livraria.

Filho: - Não quero ir embora!
Pai: - Sua mãe falou para irmos embora. É melhor obedecer.
Filho: - Não quero ir.
Pai: - Quem manda? O papai ou a mamãe?
Filho: - Eu mando.
Pai: - Tá bom.

quinta-feira, novembro 19, 2009

De pai para filho - parte II

O pai que empresta o carro para o filho inconsequente está sendo dirigido pelo filho.


O melhor legado que um pai pode deixar a seus filhos são seus valores. Não estou me referindo à casa na praia nem ações.


O melhor exemplo pedagógico vem dos pais. Se o pai reclama do salário, o filho irá reclamar da mesada. A diferença é que o filho não tem medo de fazer piquete na frente do chefe dele.


Para evitar dor de cabeça, os pais tendem a satisfazer todas as vontades dos filhos. E é aí que surgem as dores de cabeça.


Só depois que virei pai fui entender os meus pais. Já tentei, mas agora eles não me aceitam de volta.

Presentes de final de ano

quinta-feira, novembro 20, 2008

Oração de um pai


Princesinha, ouça minha prece
Me perdoe se minha paciência
brica de esconde-esconde.
Ou se meu humor parece
pular amarelinha.

Quanto te repreendo no restaurante
(Cadê você? Fugiu do prato!);
Quando não te abraço o bastante,
ou sou mais gelado do que refrigerante.
Te digo, filha, às vezes é só o cansaço.

Me desculpe também
Pelas vezes que fiz do teu berço uma cela;
e nas que, com chapéu de padrasto,
me recusei a ver contigo Cinderela.

Se te neguei um brinquedo,
não foi por maldade, mas por medo
de te fazer pensar que tens o mundo
na ponta do dedo.

Se te obriguei a por sapatinhos de cristal,
quando o que mais querias era brincar descalça no quintal.
Quando te censurei o sorriso que tomei por desfeita
e se te arranquei alguma lágrima como o boi da cara preta.

Peço-lhe, anjinho sapeca, o favor de desculpar minhas faltas.
É que estou aprendendo a ser pai, amigo e educador,
ao mesmo tempo em que tomo aulas de você, minha flor.

Por isso, abelhinha inquieta, te peço calma.
E também quero lhe agradecer por me ajudar,
a arrancar as ervas daninhas da minha alma,
com suas mãozinhas de neném.

sexta-feira, junho 22, 2007

Lição paternal

- Papai, o que é "grátis"?
- É alguma coisa que você ganha sem ter de dar nada em troca.
- É? Como assim, papai?
- Por exemplo, eu. Não te dou carinho? Não te ensino coisas? (Passa a mão na cabeça da criança).
- Sim!
- Eu cobro alguma coisa por isso?
(Silêncio contemplativo).
- Então! O amor do pai é de graça!
- Ahnnn. (Criança se vira e vai embora).
- Ei, volta aqui!
- Quié, papai?
- Não vai me dar um abraço?

A pedagogia dos corrompidos