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quarta-feira, outubro 03, 2012
quarta-feira, outubro 19, 2011
quinta-feira, agosto 12, 2010
Dia da Mentira - Parte 2
segunda-feira, março 22, 2010
O juiz e o alienígena
sexta-feira, março 05, 2010
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
O juiz e a cabra - parte 3
O juiz pensou por alguns segundos. O que será que ele quiz dizer com aquilo? Teria suspeitado de algo?
- Como assim não é sua? O senhor mesmo a reconheceu. Trouxe até testemunhas que confirmaram a identidade da cabra – disse o juiz, tomando a dianteira naquela perigosa conversa. – Ou o senhor e as testemunhas disseram inverdades?
- Não, doutor. Eu tinha reconhecido a cabra porque parecia mesmo a minha cabra. Mas depois eu vi que não era. Ela é diferente. Por isso estou devolvendo.
- Mas, homem, esses bichos mudam mesmo. Essa experiência de ter ficado longe do senhor, de casa, deve ter abalado um pouco a bichinha. Vai ver foi algo que ela comeu por aí... Logo, logo, passa. Devolva, não. Pode levar.
- Doutor, mudança pouca até entendo. Mas acontece que uma cabra não pode diminuir de tamanho. Essa é menor que a minha cabrinha!
O juiz não sabia que sistema métrico ou que elemento de referência o camponês usava para medir seus animais, mas o instinto de honestidade daquele homem poderia causar problemas. Se ele levasse adiante a questão, iria chamar a atenção do povo e seria necessário tomar providências... Bem que seu pai dizia para ele fazer concurso para cartorário. Lidar com papel é menos complicado do que lidar com gente. O papel aceita tudo. Basta uns carimbos aqui e acolá...
- Doutor, posso deixar a cabrinha aqui, então? Ou levo para a delegacia? perguntou o cidadão, querendo trazer um pouco de prática ao diálogo.
O juiz, cercando o homem, foi direto ao ponto. – Impossível devolver. Ou o senhor leva essa cabra já ou fica sem cabra nenhuma, entendeu?
O matuto entendeu o recado e levou a cabra embora, deixando o magistrado a sós com a justiça dos homens.
Fim
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
O juiz e a cabra - parte 2
O juiz ficou atônito com a informação de que havia comido a cabra em poder da força policial e que deveria ser restituída ao dono.
- Tem algum problema, doutor? – perguntou um dos dois policias que guarneciam a cidade.
- Se a palavra “peculato” significa algo para vocês dois, tem – respondeu o magistrado, antevendo problemas.
- O que faremos então, doutor? O dono do animal que virou churrasco vai reclamá-lo na delegacia.
- Comprem uma cabra igualzinha e dêem para ele. Nem vai perceber a diferença. Vão, vão, depressa!
A dupla seguiu em diligência. Mais tarde, procuraram o juiz:
- Doutor, tudo em ordem. Reposição feita.
No dia determinado, o dono compareceu à delegacia e resgatou a cabrinha.
O juiz suspirou aliviado e retomou o seu expediente de uma hora diária.
Poucos dias depois, chamam o magistrado no gabinete:
- Doutor, tem um cidadão aqui querendo falar com o senhor (cidade pequena é assim, não precisa marcar hora).
- Mande entrar, disse o juiz.
- Ele não pode. Quer conversar com o senhor aqui fora.
- Como não pode? Não precisa ter cerimônia (a cidade era tão pequena e ordeira que quando o juiz entrava no restaurante, todos se levantavam).
- Ele pode, quem não pode é a cabra. Ela pode fazer feio aí dentro.
O juiz ficou surpreso. O que aquele sujeito queria com ele? E ainda trouxe a cabra... Na certa, queria agradecer, trazia algum litro de leite de cabra, essas coisas. O povo daquela cidade era muito dado a essas gentilezas para com as autoridades. Levantou-se e foi à porta.
- Tarde, doutor.
- Tarde. O senhor queria me ver?
- Sim. Sabe o que é doutor? Não posso ficar com essa cabra.
- Uai, homem, por quê?
- Essa cabra não é minha.
Fim da parte 2. Continua...
domingo, fevereiro 07, 2010
O juiz e a cabra - parte 1
sexta-feira, março 13, 2009
quarta-feira, julho 16, 2008
Os verdadeiros culpados
São o juiz que mandou prender os acusados e os três delegados que comandaram as prisões.
quinta-feira, julho 10, 2008
sexta-feira, maio 16, 2008
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Estou em crise. Queria escrever um poema. Só vingou um press release. Lead, sublead , pirâmide invertida. Que adianta onde, como, por que, ...


