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quarta-feira, julho 18, 2012

Pessoa jurídica? Não, somente pessoa mesmo


Pessoa jurídica

Já escrevi neste blog minha discordância sobre a comparação de uma organização com o corpo humano. No corpo humano, os órgãos buscam compensar, solidária e automaticamente, a deficiência de outro órgão, no limite de suas capacidades e atribuições. Assim os demais sentidos se tornam mais aguçados em um cego, e o paraplégico, pela força das circunstâncias, desenvolve bíceps de um Mister Universo. É a lei da compensação.  

Nas organizações não é bem assim.

Cada gestor defende caninamente seus interesses e ninguém quer dar um braço a torcer. O empregado quer ganhar mais, e o patrão quer pagar menos.  O marketing quer personalizar tudo e o gerente de fábrica defende uma linha de montagem massificada, mais fácil de operar. E por aí vai. Cada um na sua,  remando o mesmo barco para uma direção diferente.

Agora tenho minha própria teoria. Outros autores devem ter proposto hipóteses muito melhores e fundamentadas, mas, para mim, as empresas deveriam ser administradas e entendidas  mesmo como pessoas físicas, dotadas de uma personalidade (cultura) e identidade (marca)  e não como pessoas jurídicas. O desafio dos gestores seria tornar essa entidade corporativa uma pessoa melhor a cada dia. Mais sábia, mais competente, mais sensível, mais humana.  E não como um monte de esquizoides lutando por seus feudos.

Essa abordagem - até ingênua e romântica, confesso -  facilitaria muito as coisas para todas as partes. Principalmente se os gestores tomarem as decisões baseadas numa diretriz tão simplória que meus dedos chegam até a doer enquanto teclo: “não faça com os outros  o que não gostaria que fizessem com você”.

Sua empresa está na dúvida se vai lançar um produto? Simples. Basta fazer a seguinte pergunta: “Eu daria esse troço para meu filho?”  Ou: “Eu me sentiria ridículo agindo como sugere a  propaganda que está na minha mesa para ser aprovada?”. Se a empresa como um todo pensar assim – como qualquer pessoa bem intencionada faz – o mundo corporativo seria muito diferente.

Raciocínios como esse eliminariam muitas decisões equivocadas e economizariam muito dinheiro.

Como qualquer pessoa almeja.

segunda-feira, julho 06, 2009

Dica para analisats financeiros


Senhores analistas, não percam tempo lendo balanços. É um inventário incompleto.

O mais importante de uma empresa não entra na contabilidade. Não há uma linha para clima organizacional, sangue, suor ou lágrimas. No balanço não se fala daquela vez que a Vanusa virou dois dias seguidos para entregar um projeto que foi abortado na manhã seguinte sem qualquer explicação. Nem daquela vez que o Zeca deixou de encontrar a namorada para fazer hora extra. O Zeca bateu a meta naquele mês, mas perdeu a namorada. O coração partido do Zeca não foi contabilizado. Nem foi citado no balanço que a Rosinha chorou de raiva por ter de refazer um relatório seis vezes por capricho do seu superior.

Lucro bruto, patrimônio líquido, ativo imobilizado, passivo, circulante... Não há uma linha para fraternidade, solidariedade, respeito. Numa empresa não há lugar para nada disso. É estranho pensar assim. Mas é verdade. Pessoas são recursos humanos. Como um computador é um recurso, uma cadeira, uma mesa. Substituível. Quebrou, joga fora. Pega outro.

Desconfie da empresa que colocar a moral dos colaboradores no balanço.

Essa empresa merece sua atenção.





A pedagogia dos corrompidos