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sexta-feira, abril 10, 2015

Gomorra S.A.

Um homem entra esbaforido na sala de reunião da diretoria. Desesperado, conta que o estoque pegou fogo. Os bombeiros ainda não chegaram. Os brigadistas tentam, em vão, conter as chamas, que ameaçam avançar sobre  as casas vizinhas e uma área de preservação ambiental próxima.
- Um incêndio? Isto é péssimo para a imagem dos negócios!  -  alerta o  Relações Públicas.
- Uma licitação para repor o estoque vai  levar um mês,  adverte Compras.  
- Ainda não fomos notificados sobre o fato oficialmente.  Somente nos pronunciaremos em juízo! -  vocifera o Jurídico.
- Calma! Quando a crise passar, vamos calcular o prejuízo e acionar o seguro, diz Finanças, sem tirar os olhos da sua planilha eletrônica.
- O culpado pelo incêndio irá pagar por isso! -  promete Segurança.
-  Contrataremos  terceiros para repor as baixas em curto prazo e por um custo menor,  tranquiliza o RH.
- Que pena! Perderemos nossa certificação ambiental! Lamenta Sustentabilidade, soando o nariz em um lenço descartável produzido com  fibra de celulose 100% reflorestada.
Agora uma explosão rebombou na sala. O inferno atingia o clímax.
Vendo que ninguém ali  tomava uma resolução prática, o homem, ainda desnorteado,  cai de joelhos, rogando aos céus:
- Deus, socorro!
Eis que surge uma voz angelical do nada:
- Mas já te socorremos, filho!
- C-como, Senhor, se lá dentro ninguém tomou uma providência que preste? – balbucia o homem, ainda tentando localizar a origem da voz.
- Nós te inspiramos a buscar ajuda. Fizeste tua parte, agora vai, safa-te, antes que seja tarde!
O homem arruma forças não sabe de onde e foge para a rua, sem olhar para trás. Pouco antes de abandonar o prédio, ainda conseguiu ouvir  Presidência demitir a cúpula aos berros. Na sequência, uma derradeira explosão coloca  a empresa abaixo.
Por uns instantes, o homem contempla aquele cenário pós-apocalíptico. Tudo era fuligem e fumaça. Mas uma ideia subitamente iluminou sua face. Ainda abalado, mas decidido,  pega um pedaço de madeira no meio dos escombros  e um carvão. Com o tição escreve na placa:
Vende-se este terreno.

O homem era Marketing.

quarta-feira, janeiro 22, 2014

Negócios: a estratégia da aranha

A aranha é um bichinho interessante e temos a aprender muito com ela. Ela existe em todos os continentes, menos no gelo, e pode sobreviver longos períodos em jejum.

A maioria delas tem mais de um par de olhos e algumas enxergam até no escuro, mas os olhos não são seus únicos recursos sensoriais. É bastante engenhosa na arte de capturar suas presas com o mínimo de esforço. A principal tática é tecer uma estrutura adesiva muito resistente e biodegradável na rota de suas vítimas (elas manjam muito de geomarketing). Mas não é só isso. Algumas espécies também inoculam veneno.

Suas sensíveis pernas peludas (aranhas não são metrossexuais) sabem interpretar  vibrações na superfície e ar e avaliar o status e porte da presa por essas oscilações ao redor. As aranhas também identificam sensações similares a cheiro e paladar com seus receptores químicos.  Ou seja, lidam bem com big data.  
Aranhas cumprem uma “função social”. Sem elas, a população de insetos seria muito maior, comprometendo vários ecossistemas.

Centros de pesquisa já buscam inspiração nas teias para desenvolver materiais sintéticos que imitam a leveza e resistência das teias. Outros pesquisam o veneno delas para criar inseticidas “orgânicos”.


Versatilidade, criatividade, resiliência, “consciência ambiental”, capacidade analítica, consistência, eficácia e efetividade.  

O comportamento de uma aranha daria uma ótima tese sobre estratégia de negócios. 

segunda-feira, setembro 13, 2010

Seu cliente pode pagar mais

Hoje vi um passageiro de ônibus lendo um livro intitulado "Seu Cliente Pode Pagar Mais".

Depois perguntam porque o mundo está tão transtornado. É a lei da exploração até o último suspiro.

Que tal lançarem um livro assim: "Veja como entregar mais pelo que seu cliente já está pagando"?

terça-feira, abril 20, 2010

Teste de coerência

Responda rápido: você usa os produtos ou serviços que sua empresa coloca no mercado?

Sua mãe usa? Sua mulher? Seus filhos?

Então por que os outros têm de usar?

terça-feira, outubro 06, 2009

Marketing Pessoal

Marketing Pessoal

O Marketing Pessoal apregoa que uma pessoa pode ser oferecida e trabalhada no mercado como um produto. Assim como um chiclé, uma caixa de sabão em pó ou uma lâmpada. Ou seja, completamente descartável.

Assim como no Marketing tradicional, a carreira de uma pessoa deve ser planejada com base em quatro pilares: posicionamento, preço, praça e propaganda & promoção.

O melhor posicionamento para subir na vida é ficar por cima da carne seca. Ou de quatro, dependendo da vocação da pessoa. Espinha ereta é uma posição pouco sustentável no meio corporativo.

Preço. O marketing determina que todo mundo tem um preço. Não tema subestimar seu preço. Os empregadores geralmente o fazem. Afinal, a mais-valia é o segredo do negócio.

Praça. Mais cedo ou mais tarde, você vai parar em uma.

Propaganda e promoção. Aqui é o ponto mais importante. Parecer é mais importante do que ser. Capriche na embalagem.

Outro dia falaremos do ciclo de um produto, do ponto de vista do Marketing Pessoal. Adianto que este ciclo não tem nada a ver com o biológico. A gravidez, para o Marketing Pessoal, é suicídio profissional.

A pedagogia dos corrompidos