A aranha é um bichinho interessante e temos a aprender muito
com ela. Ela existe em todos os continentes, menos no gelo, e pode sobreviver longos
períodos em jejum.
A maioria delas tem mais de um par de olhos e algumas
enxergam até no escuro, mas os olhos não são seus únicos recursos sensoriais. É
bastante engenhosa na arte de capturar suas presas com o mínimo de esforço. A
principal tática é tecer uma estrutura adesiva muito resistente e biodegradável
na rota de suas vítimas (elas manjam muito de geomarketing). Mas não é só isso.
Algumas espécies também inoculam veneno.
Suas sensíveis pernas peludas (aranhas não são
metrossexuais) sabem interpretar vibrações
na superfície e ar e avaliar o status e porte da presa por essas oscilações ao
redor. As aranhas também identificam sensações similares a cheiro e paladar com
seus receptores químicos. Ou seja, lidam
bem com big data.
Aranhas cumprem uma “função social”. Sem elas, a população
de insetos seria muito maior, comprometendo vários ecossistemas.
Centros de pesquisa já buscam inspiração nas teias para desenvolver
materiais sintéticos que imitam a leveza e resistência das teias. Outros
pesquisam o veneno delas para criar inseticidas “orgânicos”.
Versatilidade, criatividade, resiliência, “consciência
ambiental”, capacidade analítica, consistência, eficácia e efetividade.
O comportamento de uma aranha daria uma ótima tese sobre
estratégia de negócios.
Um comentário:
E as aranhas dançam Rock.
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