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terça-feira, março 23, 2010

Redanação

Estou em crise.
Queria escrever um poema.
Só vingou um press release.

Lead, sublead, pirâmide invertida.
Que adianta onde, como, por que, quando
se nem sei who am I nesta vida?

Meu teclado tem letras demais.
Letras demais e emoção de menos.
Minhas alegrias cabem numa lauda.
Em espaço duplo.

Há palavras que aposentei por falta de uso.
A primeira foi "eu". No manual de redação
não há lugar para a subjetividade.
O jornalismo é um vale sem alma.

O que agora escrevo não existe mais.
A tecla é uma sentença de morte.
Furo: jornalismo e futuro são incompatíveis.

Te cuida, artéria,
que lá vem o deadline!

terça-feira, junho 30, 2009

Mais sobre o diploma de jornalismo

Não me preocupo com a concorrência de profissionais sem diploma de jornalismo.

Muitos sem diploma têm capacidade para escrever bons textos, apurar informações, etc.

Mas poucos vão conseguir sobreviver com o salário pago aos jornalistas.

quinta-feira, abril 17, 2008

Mas que droga!

  • Muita gente foi no leilão dos bens de um famoso traficante internacional atrás de droga mais barata;


  • A contratação de uma famoso jornalista pela rede Record já está atraindo audiência.

domingo, março 30, 2008

Enquanto isso, na redação

Foca: - Chefe, a fonte quer cobrar pela entrevista exclusiva. O que digo a ele?
Editor: - Diga que não pagaremos, pois essa prática avilta um dos mandamentos do jornalismo.
Foca: - E que mandamento é esse, chefe?
Editor: - O da mais valia. Nosso papel é revender como notícia as informações que obtemos gratuitamente.

sábado, março 29, 2008

Diploma de jornalismo, sim

Perguntaram para mim se sou favorável à obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercício da profissão.

É claro que sou.

Lá em Brasília não exigem diploma universitário. Vejam no que deu.

Tiro no pé

Algumas publicações famosas, como The Independent e a Vanity Fair, têm por hábito convidar alguma personalidade para tocar uma edição especial. Em geral, escolhem alguém "com atitude" e conhecimento anêmico sobre como funciona uma revista ou jornal: um cantor, uma atriz e por aí vai .

A moda já chegou ao Brasil, para variar.

Com isso, esses veículos comprovam o que muita gente já desconfiava: que é muito fácil comandar uma redação.

P.S.: E você, já imaginou como seria uma edição do seu jornal sob sua direção, do jeito que você gosta? O meu jornal ideal não teria coluna social, nem futebol e nem obituário. Eu exorcizaria os publieditoriais. Também não teria suplemento especial sobre autos ou caderno feminino. Eu riscaria a síntese das novelas e expurgaria também artigos de políticos ou "formadores de opinião" com antecedentes criminais ou que têm sua probidade questionada na Justiça. Eu ainda defenestraria matérias pagas, publicidade de cerveja, de bancos e telefônicas. Igualmente baniria as propagandas dirigidas a crianças e de especulação imobiliária. As páginas sobre economia seriam mais econômicas.

É... O meu jornal ideal, se existir algum dia, estará fadado à inexistência.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Teoria de telejornalismo

Notícia é qualquer coisa que você consegue encaixar entre dois comerciais.

Cito de memória a frase, sem lembrar a fonte.

Agradeço a quem me livrar das trevas da amnésia.

A pedagogia dos corrompidos