Detesto essa mania que os meios de comunicação, principalmente jornalísticos, têm de querer colocar brasileiro em tudo, para nos aproximar mais do fato. Aconteceu um escândalo político no exterior, logo aparecem com uma brasileira de reputação duvidosa que era vizinha do engraxate do pivô do escândalo. Se cai um avião na Conchinchina, entrevistam o enteado da vendedora do bilhete do vôo, que é brasileiro. Se houve atentado, pode ter certeza: vão arrolar um brasileiro como testemunha ocular, mesmo que seja cego. Mais um massacre em escola nos EUA? Sempre tem aluno brasileiro na parada. É batata.
Essa insistência em querer inserir brasileiro em tudo o que é notícia ruim internacional, mesmo que seja um coadjuvante longínquo ou picareta, só tem uma explicação: complexo de inferioridade.
Será que não podemos passar ao largo dessa desgraça toda, sem envolver compatriotas? Já temos mazelas e brasileiros suficientes por aqui.
Que bom ver você por aqui! Comentários são bem-vindos. Volte sempre. Contato: marcelocartum@gmail.com
quarta-feira, março 26, 2008
terça-feira, março 25, 2008
sábado, março 15, 2008
Currículo
Como cidadão tive uma carreira sinistra:
minha poupança foi tomada por uma ministra;
comprei boi gordo;
perdi um dedo em um off-road;
cobraram de mim CPMF;
o Congresso é um blefe;
caí no buraco do metrô;
desviaram dinheiro da aposentadoria do vovô;
tomei leite batizado;
enchi o tanque com combustível adulterado;
meu filho brincou com brinquedos cor de chumbo;
o partido em que eu votava enganou todo mundo;
meu palácio de areia ruiu;
enfim, coisas do Brasil.
Este não é mesmo um país sério,
somos depenados até no cemitério.
minha poupança foi tomada por uma ministra;
comprei boi gordo;
perdi um dedo em um off-road;
cobraram de mim CPMF;
o Congresso é um blefe;
caí no buraco do metrô;
desviaram dinheiro da aposentadoria do vovô;
tomei leite batizado;
enchi o tanque com combustível adulterado;
meu filho brincou com brinquedos cor de chumbo;
o partido em que eu votava enganou todo mundo;
meu palácio de areia ruiu;
enfim, coisas do Brasil.
Este não é mesmo um país sério,
somos depenados até no cemitério.
quarta-feira, março 12, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
quinta-feira, março 06, 2008
domingo, março 02, 2008
Pedágio visual, uma análise astigmática
Terminei de assistir, em DVD, ao Tropa de Elite. Não vou entrar na questão da violência e crise social, que já se gastou muito português melhor que o meu para comentar a história.
Me chamou muito atenção a "capivara" de patrocínios que desfilam na tela antes da película efetivamente começar. Creio que no cinema deve ter acontecido a mesma coisa. Por que não colocam aquela trolha no final? Por lei, sei que o produtor cultural tem de dar visibilidade máxima às marcas apoiadoras e aos logos da lei de incentivo. Mas colocando antes do filme, estão dando um tiro no pé. Em vez de conquistar a simpatia do público, enerva-o gratuitamente. Melhor seria colocar o trem todo no final. Não fazem porque dizem que as pessoas saem da sala antes ou desligam o player antes dos créditos. Mas quem garante que prestam atenção ao começo?
Quem não liga para os detalhes da produção, não quer saber de anda disso, seja no início ou fim.
É um pedágio visual. E como todo pedágio, ingrato.
Me chamou muito atenção a "capivara" de patrocínios que desfilam na tela antes da película efetivamente começar. Creio que no cinema deve ter acontecido a mesma coisa. Por que não colocam aquela trolha no final? Por lei, sei que o produtor cultural tem de dar visibilidade máxima às marcas apoiadoras e aos logos da lei de incentivo. Mas colocando antes do filme, estão dando um tiro no pé. Em vez de conquistar a simpatia do público, enerva-o gratuitamente. Melhor seria colocar o trem todo no final. Não fazem porque dizem que as pessoas saem da sala antes ou desligam o player antes dos créditos. Mas quem garante que prestam atenção ao começo?
Quem não liga para os detalhes da produção, não quer saber de anda disso, seja no início ou fim.
É um pedágio visual. E como todo pedágio, ingrato.
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