sábado, março 29, 2008

Diploma de jornalismo, sim

Perguntaram para mim se sou favorável à obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercício da profissão.

É claro que sou.

Lá em Brasília não exigem diploma universitário. Vejam no que deu.

Tiro no pé

Algumas publicações famosas, como The Independent e a Vanity Fair, têm por hábito convidar alguma personalidade para tocar uma edição especial. Em geral, escolhem alguém "com atitude" e conhecimento anêmico sobre como funciona uma revista ou jornal: um cantor, uma atriz e por aí vai .

A moda já chegou ao Brasil, para variar.

Com isso, esses veículos comprovam o que muita gente já desconfiava: que é muito fácil comandar uma redação.

P.S.: E você, já imaginou como seria uma edição do seu jornal sob sua direção, do jeito que você gosta? O meu jornal ideal não teria coluna social, nem futebol e nem obituário. Eu exorcizaria os publieditoriais. Também não teria suplemento especial sobre autos ou caderno feminino. Eu riscaria a síntese das novelas e expurgaria também artigos de políticos ou "formadores de opinião" com antecedentes criminais ou que têm sua probidade questionada na Justiça. Eu ainda defenestraria matérias pagas, publicidade de cerveja, de bancos e telefônicas. Igualmente baniria as propagandas dirigidas a crianças e de especulação imobiliária. As páginas sobre economia seriam mais econômicas.

É... O meu jornal ideal, se existir algum dia, estará fadado à inexistência.

sexta-feira, março 28, 2008

Uma pílula de sabedoria

"Viver é desenhar sem borracha."

Eu vi essa frase numa loja de souvenir. Daí fiz uma pesquisa na internet e encontrei um site que atribuía a citação ao Millôr Fernandes.

Então, tá. Mais um ponto para ele.

quarta-feira, março 26, 2008

Complexo de inferioridade

Detesto essa mania que os meios de comunicação, principalmente jornalísticos, têm de querer colocar brasileiro em tudo, para nos aproximar mais do fato. Aconteceu um escândalo político no exterior, logo aparecem com uma brasileira de reputação duvidosa que era vizinha do engraxate do pivô do escândalo. Se cai um avião na Conchinchina, entrevistam o enteado da vendedora do bilhete do vôo, que é brasileiro. Se houve atentado, pode ter certeza: vão arrolar um brasileiro como testemunha ocular, mesmo que seja cego. Mais um massacre em escola nos EUA? Sempre tem aluno brasileiro na parada. É batata.

Essa insistência em querer inserir brasileiro em tudo o que é notícia ruim internacional, mesmo que seja um coadjuvante longínquo ou picareta, só tem uma explicação: complexo de inferioridade.

Será que não podemos passar ao largo dessa desgraça toda, sem envolver compatriotas? Já temos mazelas e brasileiros suficientes por aqui.

A pedagogia dos corrompidos