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quinta-feira, fevereiro 05, 2009
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Carta de Mariazinha aos donos do mundo
Tenho 2 anos. Desculpem os erros de português. Ainda não sou alfabetizado. Mas não faz mal. Papai escreve por mim. Desculpem o português dele também. É que ele ainda não decorou as novas regras do acordo ortográfico. Mas não tem importãncia. Como esta carta é em português, provavelmente os senhores não vão ler o que está escrito. Mas tudo bem, os senhores não costumam dar bola nem para o que falam as suas próprias crianças, porque dariam bola para mim?
Mesmo assim, vou fazer a minha parte (se todo mundo fizesse a sua parte, já resolveria, mas isso é outro problema).
Papai e mamãe contaram para mim que o mundo está ficando tão quente quanto a pipoca que sai do microondas. Daí eu fiquei pensando: “Será que nossas cabeças vão estourar que nem a pipoca no microondas?”.
Então falei para papai e mamãe que eu não queria estourar que nem a pipoca do microondas. Daí eles disseram que também não gostariam de virar pipoca. Mas que tudo dependerá do que os donos do mundo vão fazer para diminuir um tal de aquecimento global.
Eles disseram também que muitos desses homens poderosos não querem parar de soltar fumaça no céu (parece que a fumaça no céu é que deixa o nosso planetinha quente como microondas). É por isso que os cangurus e os koalas estão virando pipoca na Austrália. E é por isso que tem chovido muito no parquinho. A areia fica toda molhada e não dá para a gente brincar.
Papai me contou que os donos do mundo precisam de um negócio chamado sustentabilidade. É um negócio complicado, mas parece que é o seguinte: eles não podem gastar todos os rios, as árvores e os bichinhos hoje porque senão as criancinhas de amanhã vão ficar sem rios, árvores nem bichinhos.
Só vai ter pipoca no planeta.
Mas foi aí que eu entendi o que os senhores, donos do mundo, estão fazendo. Papai e mamãe não entendem porque são pessoas simples, como eu disse. Eu entendi (meus vovôs e vovós vivem dizendo que sou esperta).
Para que as crianças de amanhã não fiquem sem rios, árvores e bichinhos, e já que não tem rio, árvores e bichinhos para todo mundo agora e amanhã, vocês estão transformando as pessoas em pipocas hoje para sobrar um pouquinho de rios, árvores e bichinhos amanhã. Agora entendi essa história de sustentabilidade.
Os senhores são muito sabidos.
Um abraço,
Mariazinha
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Fracassos
Um cientista que faz pesquisa experimental me disse que aprende mais com seus erros do que com seus acertos.
Em minha vida, acumulei vários fracassos profissionais. Retumbantes e veementes fracassos.
Certa feita, falhei em um teste de datilografia. Era para uma vaga no departamento de contabilidade de uma agência de publicidade, então conhecida como Norton. E eu queria trabalhar na criação.
Noutra ocasião, fui gongado num teste para roteirista free lancer de gibis da Mônica. Tomei uma coelhada.
A vida avançou, meu horizontes se ampliaram, amadureci.
Vou tentar agora fazer roteiros para aquela agência de publicidade.
E ver se lá no departamento de contabilidade do estúdio do Maurício de Sousa precisam de datilógrafo free-lancer.
Em minha vida, acumulei vários fracassos profissionais. Retumbantes e veementes fracassos.
Certa feita, falhei em um teste de datilografia. Era para uma vaga no departamento de contabilidade de uma agência de publicidade, então conhecida como Norton. E eu queria trabalhar na criação.
Noutra ocasião, fui gongado num teste para roteirista free lancer de gibis da Mônica. Tomei uma coelhada.
A vida avançou, meu horizontes se ampliaram, amadureci.
Vou tentar agora fazer roteiros para aquela agência de publicidade.
E ver se lá no departamento de contabilidade do estúdio do Maurício de Sousa precisam de datilógrafo free-lancer.
A raposa e as galinhas
Somente alguém com a estatura moral de Sarney teria a legitimidade necessária para bem representar o Senado.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
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