segunda-feira, janeiro 25, 2010

sábado, janeiro 23, 2010

Meu método de trabalho

Meu método de trabalho é simples. Vou pensando no que escrever ou desenhar. Armazeno na cuca os insights até um momento em que consigo sentar no meu computador.

Eu saco uma folha sulfite, uma caneta nanquim 1.2 e faço a arte (ultimamente, devido à falta de tempo, tenho procurado dispensar o esboço a lápis). Já tentei desenhar direto no computador mas não me acostumei. A tablet que comprei para isso na década passada virou literalmente peso de papel.

Digitalizo o desenho e depois pinto e faço letras com um Photoshop 5. Este software já tem uns 10 anos, mas ainda quebra o galho.

A parte mais difícil é esta: alguém prestar atenção no que fiz.

A indústria cultural e eu

A indústria do entretenimento não difere dos outros tipos de indústria. Substitua o novo sabão em pó por um filme, uma banda ou livro e dá na mesma. Tudo é produto. Elas só pensam em tirar dinheiro do bolso do consumidor. Prova disso é que a qualidade de um filme é ranqueada pela indústria por bilheteria e não por méritos estéticos, por exemplo. Ou você acha que elas estão nessa pela "arte"?

A indústria do entretenimento tem algo pior que as demais irmãs. Não está muito preocupada com a qualidade ou os efeitos colaterais dos produtos que lança. Uma montadora de carros pode ser multada por poluir o ambiente ou por usar mão-de-obra escrava. Ou ainda é obrigada a fazer recall de peças defeituosas.

Mas que tipo de multa pode ser aplicada a um estúdio de cinema que faz um filme que incita à violência ou faz apologia do mau-caratismo? Ou para uma estrela de rock que incentiva pré-adolescentes a agirem como %$#@&*? Não tem recall para esta tralha toda que é usada para fazer lavagem cerebral.

Antes eu tentava acompanhar a cascata de lançamentos porque isso era ser "in". Gastei os tubos. Até que a fonte secou. Ou eu pagava o condomínio ou comprava discos. A opção foi óbvia. Mas foi bom. Não me sinto mais pressionado a comprar "a nova banda com atitude do momento".

E hoje só compro o sabão em pó.

terça-feira, janeiro 19, 2010

A pedagogia dos corrompidos