A boa vontade é a chave da alquimia, ciência capaz de transmutar chumbo (vício) em ouro (virtude).
Que bom ver você por aqui! Comentários são bem-vindos. Volte sempre. Contato: marcelocartum@gmail.com
quarta-feira, agosto 18, 2010
Ocultismo às claras
Depois de ler alguns livros sobre sociedades herméticas, cheguei à conclusão de que a alquimia existe. E na verdade não tem nada de oculta ou esotérica. Basta um ingrediente para a magia acontecer: boa vontade.
segunda-feira, agosto 16, 2010
quinta-feira, agosto 12, 2010
Dia da Mentira - Parte 2
- Pois não? - animou-se o juiz.
- Tenho de corrigir meu depoimento - asseverou o réu.
- Como assim?
- Eu havia dito ao outro juiz que não era responsável pela morte de uma pessoa. Não era verdade. Assumo o que fiz.
- Mas o que fez o senhor mudar de ideia?
- Sabe, doutor, na cadeia me converti. E não quero saber de carregar esta culpa toda para sempre. Quero pagar tudo aqui mesmo e ficar quites.
- Muito bem. Mas por que o senhor matou...(consultando os autos)...fulano?
- Ele devia grana para mim. E eu tinha um nome a zelar, né doutor? A gente tem de impor respeito nesse negócio de drogas, se não os "nóia" dão "cambau" na gente.
- E o que o senhor fez?
- Amarrei ele no para-choque do carro e o arrastei para cima e para baixo pela vila.
- E o senhor quer que essa confissão conste dos autos?
- Sim, o senhor conta para o outro juiz?
- Claro, um momento (sai da sala e liga para o outro magistrado). Siclano, tudo bem? É sobre o caso do Beltrano. Ele acaba de confessar um crime e pede para acrescentar nos autos. Você pode dar um pulo aqui, no meu gabinete?
- Agora não posso. Estou no meio do tribunal. Tome nota para mim, por favor, depois resolvo! Obrigado.
Assim procedeu o magistrado em favor do colega e mandou recolher o réu confesso ao xadrez. O traficante estava resignado, a mansidão em pessoa.
Naquele Dia da Mentira foi a primeira vez que aquele juiz ouviu uma verdade.
quarta-feira, agosto 04, 2010
Recepcionista com conhecimento em mídias sociais
Gente, é sério, juro que vi esse anúncio:
Insônia e o efeito estufa
Cá estou, insone por conta de problemas digestivos, dando minha parcela de contribuição para o aquecimento global.
Descobri, fuçando na internet, que vegetarianos também podem sofrer com flatulência, principalmente os que consomem ovo e leite. Mas não são eles que dizem que a indústria da carne é uma das maiores responsáveis pelo efeito estufa?
Tenho aqui para mim que o maior problema nessa história toda não são os vegetarianos ou os carnívoros.
São os seres humanos mesmo.
Salada indigesta
- Amor, passa um pouco mais da endívia para mim?
- Xi, acabou, amor. Vou pedir para a Rosinha preparar um pouco mais. Rosinhaaa!
- A senhora chamou?
- Sim. Pode trazer mais endívia para nós?
- Não dá, tenho de sair. O Roberto tá me esperando lá embaixo.
- Como não dá?
- Não dando. Meu expediente terminou há meia hora. Tchau!
- Espera aí, Rosinha. Que história é essa? Não foi esse o combinado. Eu te pago para dormir no emprego.
- E eu vou dormir. Mais tarde.
- Mas eu te dou um teto e comida para você ficar à disposição 24 horas, entendeu?
- A senhora não dá nada. Eu trabalho aqui 10 horas por dia, ganho pouco mais que um salário-mínimo, durmo num cubículo sem janela e o armário é um criado-mudo. Pode ter certeza que quem está pagando aqui sou eu. E caro.
- Rosinha! Isso é uma afronta em minha própria casa. Olha que te dou as contas!
- Seria um prazer. Só não sei se vocês teriam dinheiro para pagar as horas extras.
- Horas extras?
- É. E a insalubridade.
- Insalubridade?
- É. Já leu o rótulo de uma água sanitária?
- N-não... Mas isso faz parte do seu trabalho! São ossos do ofício.
- A senhora pode ter certeza que esse orifício é um osso duro de roer.
- Amor, você não diz nada?
- Eu acho que...
- É melhor o senhor não dizer nada, pois está de boca cheia. Adeus.
- Isso não pode ficar assim. Precisamos tomar uma providência. Querido?
- Pode deixar, amor. Não fique irritada. Eu mesmo preparo a endívia... Só tem uma coisa...
- O que é?
- Onde fica a cozinha mesmo?
segunda-feira, agosto 02, 2010
Madrugada na porta do colégio com porcos
Passar a madrugada na porta do colégio para garantir a matrícula da filha, por si só, já uma experiência bizarra.
Mais bizarro ainda é ouvir a conversa de outros pais.
Tinha um deles, um veterinário, que contava sua experiência com suinocultura.
- A gente tinha de fazer uns serviços bem xaropes.
- Ah, é? Que tipo?
- Todo dia a gente tinha de colher a primeira urina dos porcos para exame.
- E como você sabia que era a primeira urina do porco?
- A gente chutava os porcos que estavam dormindo e eles saiam correndo urinando.
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Estou em crise. Queria escrever um poema. Só vingou um press release. Lead, sublead , pirâmide invertida. Que adianta onde, como, por que, ...
