segunda-feira, novembro 07, 2011

Amor de mãe

- Mãe, você me ama?
- Claro, filho! Que pergunta! Te amo demais.
- Mesmo se eu fizesse algo errado?
- Sim, filho. Isso não quer dizer que eu apoiaria o seu erro, mas continuaria te amando, apesar de tudo.
- Mesmo se eu virasse um drogado?
- Sim, filho, mesmo se consumisse drogas.
- Mesmo se eu roubasse?
- Filho, eu continuaria te amando, mesmo se você enveredasse pelo crime, apesar do imenso desgosto que isso me causaria.
- Mesmo se eu matasse ou fosse preso?
- Mesmo se você tirasse a vida de alguém ou fosse preso, embora eu possa não aceitar os crimes que cometeu.
- Pensei que me amasse mesmo, mãe.
- Mas não acabei de dizer que continuaria te amando, mesmo se você cometesse faltas terríveis?
- Se você me amasse mesmo, mamãe, primeiro procuraria me educar para que eu não fosse drogado, bandido ou assassino.

sexta-feira, outubro 07, 2011

Maçãs podres

Os smartphones e outros gadgets são feitos para durar tanto quanto maçãs. Não porque tais aparelhos quebrem rápido demais - embora isso aconteça ocasionalmente -, mas porque suas fabricantes são fiéis seguidoras do mantra industrial da obsolescência programada. Ou seja, elas programam uma série de lançamentos com inovações incrementais mínimas e gradativas em intervalos cada vez mais curtos, o que leva as pessoas a consumirem ávida e compulsivamente novos produtos.

Mais consumo, mais recursos naturais gastos e mais lixo eletrônico gerado.
Além disso, evidências científicas indicam que smartphones e similares podem causar mal à saúde. Igualzinho às maçãs podres.

A pedagogia dos corrompidos