Fala-se muita da inclusão digital, mas a informática em si é excludente.Por natureza. Ou por capricho.
Quando fui iniciado nos mistérios da programação, um dos maiores pecados do mundo era inserir um cedilha no meio do código. Isso dava um bug desgraçado e perdia-se uma eternidade até descobrir o problema. Na maioria das vezes era um cedilha esquecido no meio de alguma instrução.
Qual foi a solução? Exilamos o cedilha da aula de programação.
Sem falar que a maioria das linguagens é escrita em inglês. Quer coisa mais excludente que isso?
Por isso acho muito estranho associar os termos "inclusão" e "digital" em uma mesma frase.
Que bom ver você por aqui! Comentários são bem-vindos. Volte sempre. Contato: marcelocartum@gmail.com
sexta-feira, julho 24, 2009
quinta-feira, julho 23, 2009
O inquisidor
Talhava letras no papel com o aço da sua pena,
cada palavra ferrada como uma tatuagem
no braço de quem era endereçada a mensagem.
A crítica banhada em nanquim,
assim consagrava o veredicto:
demônio ou serafim,
profano ou bendito.
cada palavra ferrada como uma tatuagem
no braço de quem era endereçada a mensagem.
A crítica banhada em nanquim,
assim consagrava o veredicto:
demônio ou serafim,
profano ou bendito.
Como otimizar a conversa com os amigos
Perdi a conta das chances de reencontrar amigos, por motivos diversos. Não somos donos de nós mesmos muito menos de nosso tempo.
Por isso é muito importante otimizar ao máximo o tempo valioso e escasso que passamos com nossos amigos. Nada de perder tempo com futilidades. O que agrega à amizade, numa situação dessa, gastar saliva sobre futebol, tempo e futebol? Temos de ir direto ao ponto, falar das coisas que realmente importam e que fazem a diferença na nossa vida.
Por isso eu já tenho esquematizado na cabeça um roteiro de conversa para meus camaradas de infância, faculdade, prancheta e de outros empregos, caso nossos caminhos voltem a se cruzar.
- E aí, amigão, já fez seu exame de toque retal neste ano?
quarta-feira, julho 22, 2009
Sobre oportunidade
Não é de se estranhar que um famoso banco, comandado por um empresário que atende por nome e sobrenome que começam com a mesma consoante, seja frequentemente associado a 9 em cada 10 grandes falcatruas nacionais.
A oportunidade faz o ladrão.
terça-feira, julho 21, 2009
Porque as pessoas não ganham sozinhas na mega-sena acumulada
Descobri porque vários jogadores contumazes nunca ganharam na mega-sena acumulada sozinhos.
É porque a mega-sena os transformariam em pessoas piores.
Certas pessoas dizem, avaliando a hipótese de enriquecerem da noite para o dia, que varreriam todo seu passado e sumiriam do mapa com todo esse dinheiro. Ou seja, seriam egoístas ao extremo.
Já vi pessoas, em êxtase, lambendo os beiços mesmo, dizendo que iriam todo dia aos restaurantes mais caros da cidade. Mais um pecado aflora regado a dinheiro: a gula.
Os mais recalcados diriam que gastariam tudo com esbórnia e excessos: virariam réprobos promíscuos.
Há aquela parcela de ricos imaginários que não pensariam duas vezes: se ganhassem na mega-sena queimariam toda a mobília de casa e ficariam assistindo ao espetáculo pirotécnico. Sinal de que se tornariam déspotas inconsequentes.
Não muito diferentes dos demais canditados à fortuna, outros se pronunciaram. Trocariam até o cônjuge. Fica configurada a tendência para a ingratidão e desrespeito.
Muitos revelaram que mandariam o trabalho para as cucuias e viveriam de sombra e água fresca. Como vêem, a preguiça e ociosidade tomariam conta desse abastado.
Por essas e outras, creio que alguma instância - chamem do que quiserem: lei maior, sorte, providência, acaso - decidiu preservar tais pessoas das riquezas materiais repentinas.
Eu? Se ganhasse? Eu pararia de postar nesse blog.
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Estou em crise. Queria escrever um poema. Só vingou um press release. Lead, sublead , pirâmide invertida. Que adianta onde, como, por que, ...

