É preciso desconfiar de certas estatísticas que andam espalhando por aí. Um exemplo: média nacional do tamanho do pinto do brasileiro. Às vezes topo na Internet com a informação de que a média do pênis do brasileiro é X ou y e isso me deixou encafifado.
Fico me perguntando como é que se chega a tal número. Será que tem norma ABNT para medir pau? E por que só fazem referência a comprimento? O calibre não importa? E a envergadura não conta? Bolsa escrotal mereceria alguma estatística à parte? O questionário tem um campo específico para hemafrodita? Esta informação sobre a dimensão deste órgão masculino é protegida pela LGPD?
Vai ver, esta informação sobre a dimensão do membro masculino faz parte do questionário do Censo Demográfico. Já imaginou o diálogo entre um funcionário do IBGE e um chefe de família? Seria mais ou menos assim:
IBGE: Ó de casa! Aqui é o IBGE. O Censo. Tudo bem? Qual o nome do senhor? Idade? Estado Civil? Filhos? Profissão? Renda da família? Qual o tamanho da benga?
Cidadão: Em repouso ou em estado de prontidão?
IBGE: Prontidão, né? Claro! Pois impacta no cálculo da natalidade.
Cidadão: 19 cm.
IBGE: 19 cm? Desculpa, mas o senhor mediu com o quê? Usou um instrumento de medida aferido pelo IPEM?
Cidadão: Bem, não...
IBGE: Então o senhor use este paquímetro padronizado aqui para tomar a medida exata
*
Também fico cismado com a utilidade pública desta informação.
Será que o Estado pretende taxar quem tem uma piroca extra grande? Vão incluir no IRPF o preenchimento deste dado no campo Ativo ou Passivo? Ou seria Bem Imóvel, dependendo do quadro de saúde urológica do cidadão?
Tem gente que poderia parar na malha fina por declarar um tamanho de pau incompatível com rendimentos!
E se vazarem dados da Receita Federal com o tamanho do pau de cada contribuinte? Seria um escândalo de proporções inimagináveis.
Como disse, é preciso desconfiar de certas estatísticas.
https://allsizesmatter.com/
Nenhum comentário:
Postar um comentário