Queria escrever um poema.
Só vingou um press release.
Lead, sublead, pirâmide invertida.
Que adianta onde, como, por que, quando
se nem sei who am I nesta vida?
Meu teclado tem letras demais.
Letras demais e emoção de menos.
Minhas alegrias cabem numa lauda.
Em espaço duplo.
Há palavras que aposentei por falta de uso.
A primeira foi "eu". No manual de redação
não há lugar para a subjetividade.
O jornalismo é um vale sem alma.
O que agora escrevo não existe mais.
A tecla é uma sentença de morte.
Furo: jornalismo e futuro são incompatíveis.
Te cuida, artéria,
que lá vem o deadline!
8 comentários:
Escreveu o que eu gostaria de ter escrito. Abraços!
Ouvi de vc o que sempre gostaria de ter ouvido de um leitor. Obrigado por realizar meu sonho.
Um abraço. Marcelo de Andrade
Lindo texto, Ma
Obrigado, Sil. Este texto foi coroado com a sua visita. Muito sucesso e felicidades para você.
Moçada, visitem o Fora da Curva. É uma pálida ideia da riqueza humana que é a sua autora.
Nossa, que texto show! Senti um pouco de, sei lá, tristeza no poema.
E cara, saudades de seus poemas. Teve um dia que eu fiquei umas 3 horas (ou mais) vendo todos os artigos do blog. Sou fanzão!
Abraços.
As palavras nem sempre são amigas dos poemas... pensamos em tantas coisas e não escrevemos nada... pensamos em nada e as vezes escrevemos tudo... vai entender...
adoro seu blog...
venha me visitar tbm...
Abraços
Super Wallace, cara, nem sei o que te dizer. Obrigado mesmo. Costumo dizer que não tenho seguidores, tenho companheiros, que compartilham, apoiam, criticam, mas não são indiferentes. valeu mesmo. Eu ainda estou inseguro se o que faço são poemas. Não consigo manter uma métrica ou rima por todo o texto. E as quebras dos versos, ritmos e tal, são suspeitos. Mas vamos que vamos.
Carol Nunes, visitado est. Parabéns pelo Dividindo opiniões. As brincadeiras coma vírgula são hilárias. E obrigado pela presença.
Adorei, como sempre!
Você é um talento
:)
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