Cientistas dizem que aproximadamente 150 a 200 espécies de plantas insetos, pássaros, peixes ou mamíferos vão para o beleléu a cada 24 horas. Bem, podem acrescentar "o próximo" na lista de candidatos à extinção porque, paulatinamente, temos nos esforçado bastante para se livrar desse entulho antropológico.
Na Pré-História, os nossos ancestrais, os *pitecus, viviam em bandos, vandalizando árvores e catando piolhos um dos outros.
Mas as copas ficaram muito muvucadas, e parte dos nossos parentes tiveram de ralar no chão em busca de comida. Nessa fase, entre dilúvios e eras glaciais, surgiram as tribos e a bebida alcoólica, não necessariamente nessa ordem.
Alguns milhares de anos depois, com a revolução industrial, podamos mais alguns galhos da árvore genealógica para facilitar o trabalho dos censores. A configuração familiar básica ficou restrita à clássica papai-mamãe-filhinhos.
Atualmente, o trabalho do censo ficou ainda mais fácil.
Não temos mais nem interesse em perpetuar a espécie.
A verdade é que a relação com o próximo está tão desgastada quem nem suportamos mais a presença física de outro ser humano. Quem vai feliz para a reunião de condomínio? Ou de pais e mestres? Da Associação de Amigos do bairro? Da missa de domingo? Viram?
Num mundo superlotado, queremos mesmo é distância do semelhante.
Quanto mais virtualizado o contato com o próximo, melhor. É por isso que preferimos trocar ideias por intermédio de engenhocas eletrônicas, como "smartphones", "redes sociais" e tabuletas.
Depois que eliminarmos "o próximo", finalmente descansaremos em paz.
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